quinta-feira, 2 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Questão 3 - Fichamento
Genética da periodontite agressiva em brasileiro: resultados preliminares em famílias de ascendência africana
Carvalho FM, Vieira AR, Tinoco AMB, Rev. periodontia, v. 17, n. 3, p. 35-40, set. 2007
Este artigo enfatiza o estudo das populações, principalmente o estudo de cinco famílias descendentes de africanos para avaliar o padrão de segregação de periodontite agressiva.
Estudos comprovam que fatores genéticos influenciam na suscetibilidade a peridontite agressiva. Por isso, os polimorfismos genéticos têm sido utilizados como marcadores para localizar genes causadores de doenças. O polimorfismo de um único nucleotídeo é detectado utilizando a reação de cadeia de polimerase, mas com o avanço da tecnologia está sendo utilizado rastreamento por chip, pois proporciona maior praticidade.
Foram realizados estudos que comprovaram uma possível associação entre alelos específicos de genes de citocinas inflamatórias e periodontite agressiva. Nesse estudo foram selecionadas cinco famílias, das quais foi analisado o DNA de quatro indivíduos, comparando-os com um DNA de referência, tendo como base o modo de herança determinado pela análise de segregação.
A periodontite agressiva é um distúrbio genético e apresenta padrão de transmissão familiar, por isso foi feito um heredograma representando a historia familiar dessas famílias, porque esses distúrbios apresentam padrões de herança característicos.
Após realizar todos esses estudos chegaram à conclusão de que as famílias apresentavam periodontite agressiva, sendo a herança do tipo autossômica dominante com penetrância muito alta ou complexa.
Questão 3 - Fichamento
Doença Periodontal em indivíduos com Sindrome de Down: enfoque genético
Cavalcante LC, Pires JR, Scarel-Caminaga RM, Doença Periodontal em Individuos Portadores de Sindrome de Down. RGO, Porto Alegre, v.57, n.4, p. 449-453, out./dez. 2009
Este artigo tem como foco o estudo da Síndrome de Down com relação à doença periodontal, levando em consideração os conceitos fundamentais da etiologia, herança e características clinicas da síndrome.
Em 1866, o médico John Langdon Haydon Down publicou um artigo onde ele apresentava a teoria de que diferentes tipos de alterações poderiam ser classificadas por características étnico-raciais, o que se tornou descrição da Síndrome de Down, hoje conhecida como trissomia do cromossomo 21.
Ela é causada por um cromossomo 21 extra, ocorre em 96% dos casos, sendo que, em 80% deles, o material cromossômico adicional tem origem materna, devido a mecanismo de não disfunção meiótica, ocorrendo em 2% do casos o processo de translocação, geralmente, entre o cromossomo 21 e o 14 ou 15.
A trissomia do cromossomo 21 ocorre em um a cada 600 a 1000 nascidos vivos e a idade materna está diretamente relacionada à causa dessa síndrome. Quando a mulher tem mais de 40 anos a probabilidade de gerar um filho portador da Síndrome de Down aumenta, pois ocorre o envelhecimento do gameta feminino. Há também, os casos da translocação que ocorre apenas em mulheres mais jovens.
A síndrome de down apresenta mais de trinta características clinicas variáveis entre os afetados e estão relacionadas com a superexpressão de genes específicos que se concentram no cromossomo 21. Essas características aparecem em praticamente 100% dos casos, principalmente retardo mental e modificações neuropatológicas, idênticas as observadas em indivíduos com a Doença de Alzheimer.
Apesar da freqüência de distúrbios clínicos, uma criança portadora da Síndrome de Down pode ter uma boa qualidade de vida, com educação que atenda ás suas necessidades especiais e um bom desenvolvimento neuromotor, se receber atendimento medico e odontológico adequado.
As principais manifestações orais da Síndrome de Down são palato ogival, macroglossia, língua fissurada e prevalência reduzida de cáries. A redução da carie na cavidade oral deve-se ao menor número de bactérias Streptococcus Mutans na saliva e maior pH salivar. A prevalência de doença periodontal em pacientes com Síndrome de Down é de 30% a 40%, causada principalmente pela placa bacteriana.
Portadores da Sindrome de Down possuem uma higienização oral precária, o que aumenta a o risco às doenças periodontais.Sendo a periodontite agressiva a mais freqüente causada pelo periodontopatógeno Aggregatibacter actinomycetemcomitans. Sabe-se que eles também possuem alterações no sistema imune, devido à diminuição das funções de quimiotaxia e fagocitose.
O sistema imune de indivíduos com Síndrome de Down possui muitas particularidades que não permite identificar os padrões de ativação e inibição de citocinas e enzimas durante a evolução da doença. Em relação às enzimas, as estudadas com maior frequência são as metaloproteinases, pois elas atuam na degradação tecidual.
A evolução da Síndrome de Down levou ao desenvolvimento da técnica de bandeamento a analise citogenética, o que possibilita a divisão dos cromossomos em regiões e bandas, a qual permite verificar que há indivíduos que possuem um cromossomo 21 extra e que não são portadores da Síndrome de Down.
Acredita-se que com o avanço dos estudos moleculares poderá surgir tratamentos que possam melhorar a saúde dos portadores de Síndrome de Down, aumentando a sua qualidade de vida e de seus familiares. Estudos da periodontia também poderão contribuir para soluções eficientes em termos de tratamento.
Conclui-se que prevalência da doença periodontal em portadores da Síndrome de Down não está relacionada apenas a higienização oral precária, mas também, as características deficientes do sistema imune.
Questão 3 - Fichamento
Influência de fatores genéticos na etiopatogênese da doença periodontal
Kim YJ, Viana AC, Scarel-Caminaga RM, Influences of genetic factors in the etiopathogenesis of periodontal disease. Rev. Odontol UNESP. 2007; 36(2):175-180
A doença periodontal acomete indivíduos em todo o mundo, estima-se que a forma severa da doença atinja cerca de 10% dos adultos. Ela tem se mostrado uma doença de grande seriedade por está relacionada com várias doenças sistêmicas.
É uma doença crônica caracterizada por um processo inflamatório destrutivo que afeta os tecidos de suporte do dente. Podendo ser observada clinicamente a formação de bolsas periodontais, reabsorção do osso alveolar e eventual perda do elemento dental.
Bactérias periodontopatogênicas como Porphyromonas gingivalis, Tannerella Forsythia, Aggregatibacter actinomycetemcomitans e Treponema Denticola, entre outros residem nas bolsas periodontais, onde o sistema imune tem dificuldade em eliminar esses microorganismos.
Além da infecção por periodontopatógenos e da resposta do hospedeiro, o caráter multifatorial da doença periodontal sofre influência dos fatores de risco como fumo e diabetes. É também considerada uma doença de caráter multifatorial, difícil de quantificar a influencia de fatores ambientais e genéticos. A quantificação desses fatores pode ser obtida através de estudos com gêmeos, com síndromes que apresentam a periodontite como uma característica clinica, entre outros.
Os estudos realizados com gêmeos monozigóticos e dizigóticos, avaliando o grau de concordância ou discordância de uma ou mais características, levou em consideração a relação dos gêmeos entre si e com o ambiente, observando em seguida que os fatores genéticos exercem maiores influencia na herança da periodontite do que fatores relacionados ao ambiente, como a presença de microorganismos e hábitos comportamentais.
Outro teste realizado para identificar a influencia da genética e dos fatores ambientais é com as famílias, sendo o mais utilizado com freqüência. Ele é destinado a investigar um possível envolvimento da genética na periodontite agressiva.
Nesse caso, apesar dos fatores ambientais serem de grande importância, a influencia dos fatores genéticos pode ser variado de acordo com a quantidade de famílias estudadas e melhor for as variáveis ambientais entre elas.
São realizados também estudos populacionais envolvendo polimorfismos genéticos, sendo investigados principalmente aqueles presentes em genes que participam da resposta imune do hospedeiro, da sinalização intracelular ou das vias enzimáticas de degradação tecidual. Os primeiros polimorfismos investigados foram nos genes que formam o “cluster” ou agrupamento da Interleucina 1. A analise desses polimorfismos levou à conclusão de que há uma relação com o fumo, idade e muitos outros fatores.
Diferenças nos níveis de interleucina relacionadas à suscetibilidade à doença periodontal são características de polimorfismos de genes das citocinas.
Ao realizar todos os estudos verificou-se que as diferenças nos níveis de interleucinas são relacionadas com suscetibilidade e/ou progressão da doença periodontal em determinadas populações, sendo assim, características de polimorfismos de genes das citocinas. Entretanto, devido à variabilidade da freqüência de alelos nesses polimorfismos nas diferentes etnias, nenhum dos investigados podem ser utilizados como marcadores genéticos da doença periodontal.
Após os estudos realizados com gêmeos e com famílias verifica-se que há evidencias de influencia genética na doença periodontal. Havendo uma incompreensão relacionada aos estudos com polimorfismos, causado pela suscetibilidade à progressão de pesquisas relacionados aos polimorfismos.
Questão 9 - divulgando visita à APAE
http://icaromeneses.blogspot.com/2011/05/gincana-genetica-tarefa-2-experiencia.html
http://valdemir2011.blogspot.com/2011/05/minha-experiencia-na-apae.html
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http://ricardoserrita.blogspot.com/2011/05/visita-da-turma-de-odonto-apae.html
http://academicalaylamarques.blogspot.com/2011/05/manha-maravilhosa.html
http://feernandapinheiro.blogspot.com/2011/05/experiencia-na-apae.html
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